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Mãe é Ternura.

Mãe palavra doce e terna, verdade em carinho e pureza em amor, somente quem teve e perdeu uma mãe sabe da saudade e da dor.
Mãe a saudade que sinto é muita, mas isto ninguém vê, pois só eu e você sabíamos a cumplicidade que havia em nós.
Mãe quando a dor e a saudade aperta meu peito dói e eu choro, sei que não vais voltar, mas mesmo assim insisto em pensar que queria lhe ver e lhe abraçar.
Sei que o tempo não traz você de volta, mas eu queria ir a seu encontro e lhe dizer da falta que me faz, de como me sinto sem você e sua proteção, sem seus carinhos e suas bençãos.
Mãe a saudade é tanta que as vezes me perco nas lembranças e chego a pensar que estou sonhando e quando acordar você ali vai estar, mas para minha tristeza olho ao redor e nada vejo além do vazio de sua falta.
Queria voltar a ver seus olhinhos miúdos e sua boca pequena a sorrir, mas apenas sei que o imenso vazio que existe é a falta de você.
Mãe que saudade ! Como eu te amo!
 As lágrimas rolam de meus olhos e molham meu rosto, me fazem lembrar de quantas vezes lhe vi chorar sem entender que a mesma dor que sentias é a dor que sinto agora.
Mãe queria te dizer tantas palavras bonitas, mas a timidez não me deixava , apenas resumia tudo que sentia por ti num beijo cheio de amor que lhe dava todas as vezes que via.
Hoje mãe eu entendo suas lágrimas e sei que um dia meus filhos irão entender as minhas.
Mãe eu te amo e te amarei eternamente.

Texto da escritora Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer natureza ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte desta obra, sem autorização expressa da autora sob pena de violação das Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual.



Luzia Couto é autora do Romance "Uma prisão no paraíso", á venda nas livrarias Clube de Autores (Versão Impressa) e Amazon (Versão Digital)

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Poema | Ciclo da Vida.

Diante da vida coloco minhas expectativas de dias melhores e horas mais felizes e alegres, coloco minha esperança e minha angustia em saber que talvez esse dia nunca chegue. Coloco as tristezas e solidão, diante da vida dispo-me das mentiras que ocultamente atravessa os corações.
Diante da vida coloco a gratidão por todo bem recebido e acolhido de bom grado, coloco também a morte inesperada, mas sabida de todo vivente. Coloco também a verdade da vida sofrida que muitos vivem sem que outros saibam e possam estender-lhes as mãos.
Diante da morte não tem remédios todo ser vivente tomba independente do credo ou raça, morte é vida mesmo que pareça absurdo imaginar assim. Morrer para uns é vida para outros, talvez o sofrimento que faz corroer a carne não lhe vá corroer a alma assim o corpo morre, mas a alma vive eternamente.

Diante da morte e da vida não temos escolhas, nascemos, vivemos e depois morremos. Ao nascermos é alegria e festa, ao morrermos lágrimas e lamentos. Assim o ciclo inic…

A menina que gostava da chuva.

Um dia frio e chuvoso como Línea gostava ela ficava da janela olhando a rua onde pessoas passavam apressadas por causa da chuva e os carros passavam molhando tudo que estivesse ao lado, as crianças que brincavam na rua correndo nas poças de água gritavam e jogavam água uns nos outros isto para Línea era o máximo como ela sentia vontade de sair e fazer o mesmo, mas não podia estava presa a uma cadeira de rodas. Sua mãe Micaela sofria ao ver sua princesinha tão bela e jovem presa a uma cadeira sem poder andar mas sentia conformada pois sabia que se Deus lhe deu uma filha assim ela merecia e ainda mais porque sua filha era bela inteligente e tinha saúde apenas não podia andar, mas ela era feliz o que parecia. O Pai José não aceitava muito bem achava que era praga de uma cigana que conheceu na adolescência e havia lhe rogado uma praga, ele havia xingado a cigana que proferiu algumas palavras e ele entendeu como praga. Mas sua esposa não pensava assim sabia que Deus não castigaria uma cria…

Conto | Júlia a menina de rua.

Júlia é uma menina linda e perdida nas ruas, ela vive nas ruas desde seus quatro anos, sua mãe Jamyli a levava para escola quando foi assaltada e assassinada perto de Júlia. Desde esse dia a menina se perdeu nas ruas e nunca mais voltou para casa onde vivia sua avó que tinha mais de 70 anos. A avó procurou pela menina por muito tempo sem noticias. Enquanto isto Júlia vivia dormindo nas calçadas, longe de seu bairro, durante o dia comia restos de lixo e as vezes, ganhava um pedaço de pão de alguém que lhe oferecia. A noite chegava e Júlia se agarrava a seu ursinho de pelúcia e fazia sua pasta de cadernos de travesseiro. Na manhã seguinte ela caminhava sem rumo e acabava cada vez mais longe de sua avó. Numa destas manhãs ela encontrou outra criança um pouco mais velha que ela, Rita tinha 10 anos e ela tinha seis, fazia dois anos estava perdida nas ruas e seus sapatos havia estragado, ela andava descalça e seu vestido estava todo rasgado. Rita sempre procurava um local mais escondido, on…